segunda-feira, 19 de julho de 2010

Desavenças básicas. :)


Não sou o orgulho da família. Desisti de sê-lo quando tinha oito anos de idade e não consegui nenhuma medalha na gincana da escola. Pude ver nos olhos da minha mãe a decepção por não ter gerado uma atleta. Uma garota de garra que parecesse com ela.
Prossegui com minha lista de decepções ao longo da vida, mas juro que nunca quis desapontar os outros. Simplesmente as coisas aconteciam, de modo a provar para mim mesma que eu não nasci pra fazer mamãe feliz. Nunca me empenhei em fazer com que ela tivesse vontade de me devolver pra cegonha, mas faltam dedos para contar às vezes que eu sei que ela quis fazer isso.
Acho que ela desistiu de mim. Nunca deu muita bola para as coisas que aconteciam comigo.
Eu prendi meu cabelo para ir para a escola do mesmo jeito do jardim de infância até o segundo grau. Um cabelo enrolado e embaraçado preso a um pompom. Ninguém nunca achou bonito, ninguém nunca se dispôs a arrumá-lo.
E eu cresci assim. Com a certeza de que não fazia muita diferença para meus pais se eu estava no jardim brincando ou no quarto lendo. Na verdade, eles nem se importavam com a quantidade de livros que eu lia. Nem se orgulharam muito disso. Preferiam certamente que eu me empenhasse mais em matemática, ou em artes.
Minha mãe nunca pareceu feliz com minhas conquistas. Mas quando eu parei para pensar em que conquistas dei a ela, a compreendi.
Pensando bem, é falta de vergonha esperar que minha mãe se orgulhe de mim.
Os anos passam e eu tenho cada vez mais certeza que se ela pudesse voltar, teria feito as coisas diferentes. Talvez me obrigasse a fazer balé desde pequena, cursos de modelo, escrever no caderno de caligrafia. Quem sabe se ela pudesse voltar passaria protetor solar no meu rosto para que eu não tivesse essas marcas horrendas. Quem sabe, se ela pudesse mesmo voltar me deixaria ainda bebê para alguém cuidar, ou quem sabe ainda, dentro do meu pai.
É impressionante como somos distantes. Como é difícil dizer para ela as coisas boas que eu lamento não ter herdado. Como é difícil abraça-la para sentir seus perfumes sempre adocicados (tão diferentes dos que eu gosto). Como é difícil acertar um presente. Como é difícil dizer a ela que eu morro todo dia por ter tão pouco dela em mim.
Eu queria ser mais parecida com ela... E eu não faço nada que a agrade... Desde os oito anos de idade, na gincana da escola...
E.. é isso. :)

domingo, 18 de julho de 2010

Bateu a louca em mim, sim, a uns dias procuro este maldito blog e hoje, não amanhã mas HOJE resolvi só sair da internet quando finalmente encontrasse ele!
Contei com a ajuda de Tácio que possui uma memória melhor que a minha para encontrá-lo.. enfim.
Férias acabando, aniversário chegando, idade aumentando, mentalidade a mesma. :P
Querendo falar pouquinho e rápido aqui, por que Renato precisa dormir. suhsaiusiuh'
Ontem comemoramos a festa de Diego, depois de tanto trabalho me senti realizada, nem tudo ocorreu como planejado como um "simples" fato de Diego aparecer na casa de muci antes da hora e deixar todo mundo desesperado...Mas no fim das contas tudo valeu a pena, ele tava tão sem jeito gente. oount. *-*

Só pra deixar bem claro o que eu acho que muita gente ja sabe, eu sou uma pessoa muito sensível e besta gente, fiquei MUITO feliz em vê-lo daquela forma, como uma criancinha realizada! suhesuh. Amo ver meus amigos sorrindo, fico me sentindo verdadeiramente satisfeita quando eu posso colaborar mesmo que minimamente para que isso possa acontecer.
Mesmo algumas vezes com boas intenções eu acabe fazendo o contrário. ;\
Começo a achar que ando mimando demais eles! rs.

Parando o desvaneio por aqui.
Depois comento sobre alguma coisa que eu pensarei com mais calma. :)


Até mais.